O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) se reuniu nesta segunda-feira (2) para decidir os rumos do ato “Collor Nunca Mais”. Participaram da reunião, além da cúpula do Movimento, entidades da sociedade civil organizada, lideranças políticas e pesquisadores – de uma forma geral.

No encontro foi decidido que o primeiro ato ganhará as ruas no dia 11 de agosto – Dia do Estudante. A data foi escolhida a dedo, para lembrar o movimento dos caras pintadas . “Justamente para conscientizar uma população eleitoral mais nova, que não teve contato com a gestão do candidato”, declarou o presidente do Movimento, Fernando Silva.

O ato teve início após a denúncia de agressão verbal, promovida pela revista Isto É. No áudio o candidato ao Governo de Alagoas, Fernando Collor de Mello (PTB) intimida o repórter por conta de uma matéria que o acusa de ser “Ficha Suja”.

Além do Ato, o MCCE, vai entrar com um pedido de investigação na Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), para apurar os gatos da campanha de Collor. “Do jeito que a coisa toda está indo, com carros batendo um no outro, essa campanha vai ultrapassar o dinheiro declarado”, alfineta o coordenador judicial do Movimento, Adriano Argolo.

A presença de Luna

A presença mais marcante do encontro foi a do ex-superintendente da Polícia Federal (PF), José Pinto de Luna (PT). Ele justificou sua presença como sendo um ato apolítico. “Eu não estou aqui como candidato. Estou aqui como advogado e cidadão”, apontou.

Luna se diz surpreendido com a postura do ex-presidente, quando o assunto é a imprensa. “Eu fiquei muito chocado quando escutei o áudio da revista. Ele não poderia ter xingado o jornalista”, declarou Luna.