Ex-diretor técnico da Ferrari, o chefe da Mercedes GP Ross Brawn vê uma reação exagerada na polêmica criada após o episódio envolvendo os pilotos Fernando Alonso e Felipe Massa no GP da Alemanha, quando o brasileiro abriu passagem para o espanhol vencer a prova. Para ele, é hora de se repensar o banimento das ordens dos times aos corredores, algo que sempre existiu na categoria.

- Eu entendo como os fãs podem estar decepcionados com o que viram no domingo. A regra que proíbe as ordens das equipes tornou-se surreal. As equipes e a FIA [Federação Internacional de Automobilismo] devem encontrar juntos uma solução transparente que mantenha a integridade da competição e as características do esporte.

Brawn estava na escuderia italiana quando o brasileiro Rubens Barrichello recebeu uma ordem dos boxes para deixar o companheiro de equipe, o alemão Michael Schumacher, ultrapassá-lo para completar a prova em primeiro lugar. No último domingo (25), Massa e Alonso reeditaram o caso, com o brasileiro levando a pior outra vez.

Apesar disso, em entrevista ao jornal italiano Gazzetta dello Sport, o chefe da Mercedes preferiu resguardar a importância das ordens das equipes aos pilotos na Formula 1, revelando que em circunstâncias adequadas ele faria uso do mesmo artifício - e por isso, as ordens não deveriam ser disfarçadas, muito menos banidas do esporte. O diretor aproveitou para alfinetar Sebastian Vettel e Mark Webber, da Red Bull, que bateram no GP da Turquia deste ano ao disputarem posição. O acidente tirou ambos da prova.

  

 


 


 


 

- Nossos motoristas são orientados a não bater uns com os outros. E se um piloto tiver a chance de conquistar o título enquanto o outro não tiver, nós queremos ambos correndo pela equipe, sem jogar fora essa oportunidade.