O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) anunciou nesta terça-feira o tombamento de outras oito estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). São elas: Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires, da Linha 10-Turquesa (Luz-Rio Grande da Serra); Caieiras, Jundiaí, Franco da Rocha, Perus, Jaraguá e Várzea Paulista, da Linha 7-Rubi (Luz-Jundiaí).

A decisão do Colegiado do Conselho foi publicada no Diário Oficial do Estado em 17 de julho. Com isso, a CPTM completa 11 estações tombadas, todas ainda em operação.

Além das oito estações, cujos prédios são da década de 1880, a antiga estação de Santos, popularmente conhecida como estação do Valongo e hoje pertencente à prefeitura local, também passou pelo processo de tombamento.

As estações tombadas estão entre as últimas que mantiveram a arquitetura original da segunda metade do século XIX, trazida pelos ingleses da São Paulo Railway (SPR), primeira ferrovia paulista cujo patrimônio foi herdado pela CPTM.

A SPR foi aberta em 1867 e impulsionou o desenvolvimento da capital paulista a partir da metade do século XIX. Nessa época, o café passou a ser o principal produto de exportação no Brasil e passou a ser escoado para o Porto de Santos pela ferrovia.