O governador e candidato à reeleição pela Frente pelo Bem de Alagoas (PSDB, PP, DEM, PSB, PSC, PPS), Teotonio Vilela Filho, participou nesta terça-feira (27) do debate promovido pelo Sindicato dos Economistas de Alagoas (Sindecom) e pelo Conselho Regional de Economia (Corecom) sobre as diretrizes, realizações e a plataforma de governo para os próximos quatro anos.


No encontro, o governador ressaltou a importância dos profissionais da economia na formulação de políticas desenvolvimento para o Estado e na análise dos avanços promovidos nos últimos quatro anos.“Os economistas fazem contas, interpretam, ousam imaginar cenários futuros. Sabem a importância de olhar para trás e, a partir de informações do passado, fazer uma análise do futuro. Nada melhor do que essa reflexão sobre o momento de Alagoas quando os alagoanos devem tomar uma decisão em outubro”, avaliou Teotonio.


Aos economistas e políticos presentes, o governador fez uma análise dos motivos que fizeram com que os indicadores do Estado se tornassem os piores do Brasil no início da década.
“Aqui todos sabem por que Alagoas era o ‘filé mignon’ do Nordeste há trinta anos. O Estado tinha índices muito interessantes em relação ao Nordeste. Quando assumimos, em 2007, Alagoas era o ‘osso do Nordeste’, com o maior índice de mortalidade infantil, analfabetismo, os menores indicadores de saúde, habitação, IDH e o maior índice de pobreza absoluta do Brasil. Nós não éramos assim. O que aconteceu? Não houve nenhum terremoto, nenhuma catástrofe. Nem uma enchente dessa que tivemos seria capaz de uma repercussão tão dramática”, lembrou.


“O que aconteceu nos últimos trinta anos, sem querer culpar ninguém, foi um problema de gestão. E, se os outros estados do Nordeste têm uma geografia socioeconômica muito parecida com a nossa. E seus índices dispararam, então não foi uma questão de Nordeste, foi uma questão de Alagoas. Alagoas não teve condições de responder à altura os desafios que surgiram”, avaliou o governador, lembrando o contexto em que decidiu se candidatar pela primeira vez ao comando do Executivo, em 2006.


“Quando decidi ser candidato ao governo, em 2006, o José Serra [candidato à Presidência da República pelo PSDB] me aconselhou a pedir uma consultoria e fazer um diagnóstico do Estado. O resultado foi de que Alagoas era inviável, com uma economia destroçada, sem capacidade de investimento, com servidores desestimulados. Mas decidi se candidato exatamente por isso. Moro em Alagoas, meus filhos moram em Alagoas, meus pais estão enterrados aqui e é aqui que eu pretendo morrer um dia. Fui candidato porque senti que podia contribuir”, explicou Teotonio.
“Há trinta anos, Alagoas sofreu um lampejo de investimentos. O governo federal investiu R$ 1 bilhão no Proalcool, fazendo surgir novas destilarias, fusão de usinas e dando uma mexida boa na economia do Estado, no comércio. Depois disso houve um marasmo total na economia”, completou.


Hoje, de acordo com o governador, Alagoas já garantiu 42 novas indústrias, sendo que 14 já estão instaladas e outras em construção ou com a decisão tomada, com projetos em andamento, mas com recursos assegurados.
Empreendimentos


Durante o debate com os economistas, demonstrando absoluta segurança, o governador Teotonio Vilela Filho falou dos empreendimentos já garantidos para Alagoas nos próximos dois anos, como o Estaleiro Eisa, a ser instalado em Coruripe.
“Alguns não acreditam que o estaleiro virá para o Estado, mas eu asseguro que é um investimento garantido. Já temos R$ 1,3 bilhão aprovados pelo Fundo da Marinha Mercante. Já temos a licença prévia do IMA e do Ibama e estamos trabalhando a licença definitiva com o cumprimento dos 45 itens exigidos. Desses, 42 já foram atendidos e nos próximos 30 dias vamos atender o restante e iniciar a obra”, afirmou Teotonio. Teotonio informou que a Petrotras permitiu a entrada do estaleiro em uma licitação de grande porte, para plataformas e navios petroleiros.
“Temos a mineradora Vale Verde, com investimento de mais R$ 1 blihão, e a nova planta de PVC da Braskem, com R$ 1,5 bilhão. Somente nesses três empreendimentos são R$ 3,5 bilhão em investimentos”, ressaltou Vilela.


Adversários


Durante o encontro, Teotonio Vilela Filho respondeu a algumas críticas feitas por seus adversários nas sabatinas realizadas pelas Fecomércio, na semana passada.
“O emprego tira o menino da rua, como já dizia o meu pai. Aí vem o Ronaldo Lessa dizer que ‘preparou tudo’ para as empresas virem. Como o cara passa oito anos no governo e não consegue montar uma empresa? Na Fecomércio, ele disse que não eram 40 empresas que nós estávamos trazendo, mas apenas quatro. Quando estive lá, levei a relação, uma por uma, com o estágio em que estava. É importante que os economistas não engulam esse discurso vazio. Perguntem como, onde e quem”, disse Teotonio.
“Meus dois principais adversários já foram governadores. Fica mais fácil avaliar a vida, o que fizeram e o compromisso com o Estado. Eu me comprometo a me colocar com absoluta transparência. Não escondo números, às vezes negativos pra gente. Mas eu prefiro assim, porque é a verdade”, disse.

“Os meus antecessores construíram exatamente 259 casas. Faremos até o final de 2010 18 mil casas. É uma diferença razoável. Quanto ao saneamento, 15% dos domicílios alagoanos eram atendidos por saneamento. Teremos no mínimo 28% até o final de 2010. É quase o dobro em quatro anos. Falta muito. É muito pouco. Por isso que sou candidato à reeleição, para continuar trabalhando”, disse.
Teotonio esteve no encontro acompanhado dos candidatos ao senado, Benedito de Lira (PP) e José Costa (PPS).