Após cancelar neste sábado (17) a oferta de compra das ações da Portugal Telecom na Vivo, a Telefónica manteve silêncio sobre a operação, vetada pelo Governo português em um ato que foi declarado ilegal pelo Tribunal de Justiça da UE (União Europeia).

A multinacional espanhola apenas comunicou à Comissão Nacional da Bolsa de Valores da Espanha o fim do prazo dado à Portugal Telecom (PT) para a compra de seus 30% na Vivo. Sobre a mesa havia uma oferta de 7,15 bilhões de euros (US$ 9,295 bilhões) que o Governo de Portugal considerou insuficiente, mesmo tendo sido aumentada duas vezes.

A Portugal Telecom pediu na sexta-feira, quando a oferta expirava, uma prorrogação do prazo para 28 de julho, como forma de prosseguir com as negociações. A operadora lusa firmava o compromisso de seguir trabalhando para dar uma saída positiva à intenção da Telefónica de adquirir sua parte na Vivo, mas o pedido foi negado e a oferta, cancelada.

Entre as opções abertas, a partir de agora, os analistas ventilam uma eventual ação judicial da Telefónica.