O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura, Arquitetura e Agronomia do Distrito Federal (Crea-DF) lançou nesta quinta-feira (14) um manifesto em que aponta um suposto atraso do planejamento e das obras para a Copa de 2014 no Brasil, da qual Brasília é uma das 12 cidades-sede. O governo do Distrito Federal nega haver atraso e diz que o DF é uma das regiões onde o cronograma está mais adiantado.
Segundo o documento, os organismos locais do Distrito Federal estão "desconectados demais, sem comando unificado nem planejamento global e integrado". Com base nessas conclusões, o Crea-DF criou um fórum permanente da Copa de 2014, com o objetivo de promover o debate sobre o assunto com a sociedade.
De acordo com o conselho, a Copa de 2014 "não se resume à reforma e construção de estádios de futebol". O manifesto divulgado nesta quinta aponta atraso nas obras e falta de informações sobre o planejamento do processo.
O manifesto enumera obras e atividades que, segundo o Crea, já deveriam estar sendo feitas. O conselho diz ter preocupação com a situação do aeroporto, do transporte, de hotéis, de segurança e do treinamento para receber turistas e delegações.
O Crea-DF informou que já solicitou por duas vezes uma audiência com o governador do Distrito Federal, mas não foi atendido. Na audiência, o conselho pretende pedir para integrar o grupo executivo que conduzirá as obras. De acordo com o órgão, o objetivo é "integrar a sociedade, oferecer transparência, credibilidade e participação".
Governo do DF diz não haver atraso
O coordenador das obras para a Copa de 2014, Sérgio Graça Lima, disse que todas as reivindicações do Crea-DF já são objeto de atenção dos órgãos do governo do DF.
"Já faz tempo que todas as áreas de governo do Distrito Federal estão envolvidas neste processo para a Copa do Mundo de 2014, todas as secretarias. Todo o processo já está em andamento no tempo previsto. O DF é um dos lugares mais adiantados em todo o processo. O Crea não faz parte do governo. Não há como fazer parte do grupo que coordena as obras sem fazer parte do governo", disse Lima, que também é gerente da Secretaria de Esportes.
O coordenador disse ainda que, "na hora certa", o Crea deve ser procurado por quem se tornar responsável pela realização de obras do estádio de futebol, no caso, a empresa ganhadora do processo de licitação. Segundo ele, essa empresa é que deve discutir com o Crea as questões apontadas pelo conselho.