Os sete dissidentes cubanos que chegaram nesta terça-feira (13) a Madri após terem sido libertados na véspera pelo governo de Cuba disseram que sua soltura é "o começo de uma nova etapa" para o futuro da ilha.
Ricardo González Alfonso, um dos libertados, disse em nome de seus companheiros que o exilio é "um prolongamento da luta".
Os sete ex-presos políticos chegaram são os primeiros de um grupo de 52 que vão ser libertados após acordo com o regime castrista, mediado pela Igreja Católica.
Eles foram soltos na noite da véspera. Seis dissidentes foram colocados em um voo da Air Europe com destino à Espanha, junto com suas famílias. Um sétimo opositor viajou já na madrugada da terça em um voo da companhia Iberia.
Pablo Pacheco, José Luis García Paneque, Léster González, Antonio Villarreal, Julio César Gálvez, Omar Ruíz e Ricardo González formam o primeiro grupo a ganhar liberdade após terem sido presos em 2003.
No total, serão soltos 52 prisioneiros em até quatro meses.
A libertação dos prisioneiros é a maior em solo cubano desde o encontro entre o ex-presidente Fidel Castro e o Papa João Paulo II, em 1998, quando 100 opositores ganharam liberdade.