Mais de 30 anos assessorando grandes nomes do Senado Federal brasileiro credenciaram o carioca radicado em Alagoas, Afonso Lacerda, a buscar uma das vagas destinadas ao Estado no Senado no pleito de outubro próximo, representando o PRTB. Lacerda começou a atuar em política em 1962, na época da transferência da capital para Brasília. Em Maceió há 22 anos, foi um dos fundadores do PSL e do PSDC.
Diante da atual conjuntura do Estado, foi convidado a tentar uma das 81 cadeiras do Senado. “Sou a favor da renovação e totalmente contra o nepotismo, que, infelizmente, faz parte da cultura alagoana, onde famílias inteiras se eternizam no poder”, argumenta. “Minha idéia é convocar universitários mais maduros para terem presença na política nacional. Nossos jovens têm demonstrado capacidade, assumindo, com desenvoltura e eficiência, postos de juízes, magistrados, levando credibilidade para a nossa Justiça. Pretendo fazer o mesmo na política”, argumenta.
O candidato do PRTB, que pretende acabar com os vícios instalados em Alagoas, avalia que os chamados candidatos “Ficha Limpa” não existem. “Cabe ao eleitorado fazer essa avaliação, de quem é adequado para o perfil de um bom político. É hora de ir às urnas e fazer prevalecer o voto da justiça, da legalidade e da fidelidade”, completou.
PROJETOS - Entre os projetos apresentados durante esta campanha, está a ampliação da idade dos beneficiários dos planos de saúde. “Hoje, nossos filhos saem de casa perto dos 30 anos, mais amadurecidos, e perdem o direito aos planos aos 18 anos, sendo obrigados a recorrerem a consultas e exames médicos caríssimos, já que a saúde pública inexiste no País”, lamenta.
Outro ponto defendido é a ampliação dos setores beneficiados pelo MERCOSUL. “Temos um mercado de 311 milhões de consumidores, gerando mais de 2 trilhões de dólares, onde a Argentina é um dos maiores consumidores, e a quem são ofertados apenas produtos da linha branca e de automóveis. O entrave entre os dois países ocorre devido a subsídios que o nosso País coloca, como o algodão e o açúcar, por exemplo. Temos que começar a ceder, para nos beneficiarmos de mais dividendos”, justifica.
Para melhorar a segurança pública, um dos maiores problemas de Alagoas, o candidato diz que basta apenas investimento e especialização. “Temos o atual exemplo do Rio de Janeiro, onde, através de projetos de socialização, começou a se combater o crime de cima para baixo, extirpando a violência e a bandidagem em vários morros e favelas. Hoje, o Brasil investe no Haiti, ofereceu dinheiro para a China – que recusou -, então se conclui que há sobras em caixa. Por que não investir na nossa polícia e na segurança do cidadão?”, questiona.
Qualificação profissional: a saída para os jovens
No setor da educação, Afonso Lacerda defende a qualificação dos jovens. “O governo Teotônio Vilela até tem tentado fazer um bom trabalho, mas é muito lento nas suas ações. Temos que nos preocupar em formar técnicos, para que sejam profissionalizados e, assim, não se somarem ao mundo de desempregados que geram cada vez mais pobreza em Alagoas. O nosso Pólo Industrial precisa de mais apoio, para que não seja obrigado a importar mão de obra qualificada. Em resumo: temos que implementar políticas sociais, para evitar a proliferação da bandidagem nas ruas, causada justamente pelo alto número de desocupados”, comenta.
Faltam investimentos com arrecadação estadual
Sobre a atual administração do Estado, Lacerda lamenta que “muita coisa boa não saia do papel”. “Só vemos obras e investimentos realizados com recursos do governo federal e onde está o investimento da nossa arrecadação estadual?”, pergunta.
Avaliando o governo do presidente Lula, Afonso Lacerda diz que não pode ir contra uma administração com quase 80 por cento de aceitação popular. Lembra que ele baixou o nível de pobreza, mas critica a extinção da classe média brasileira.
Carência de secretários qualificados em Maceió
Em relação á administração da capital, o candidato do PRTB avalia que o governo está bom, “mas com recursos, quem não faz uma boa administração?”, coloca. Para Lacerda, falta mais qualificação por parte do secretariado municipal. “O Cícero é um bom prefeito, mas a maioria dos secretários, uma negação”, completa.