Com a persistência do empate até o momento, e faltando quase três meses para o jogo ser decidido, a estratégia das campanhas de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) é semelhante: mobilizar desde já os seus exércitos nos estados, para tentar alguma vantagem até o início da propaganda eleitoral gratuita, na segunda quinzena de agosto.
Além da máquina governamental, da maior militância e das estruturas sindicais armados para a guerra, o PT vai contar, pela primeira vez, com a máquina do PMDB e outros oito partidos da base. O PSDB também tem máquinas estaduais importantes, como os governos de São Paulo e Minas Gerais, e dissidências de peso da candidatura governista.
Em números oficiais, a tropa governista que o PT quer ver disseminando a candidatura Dilma reúne 2.906 governista - prefeitos e 21.371 vereadores.
Do outro lado, os tucanos devem contar com cerca de 1.600 prefeitos e 15 mil vereadores, juntando as estruturas de PSDB, DEM, PPS e de parte do PTB, além de apoiadores da base sem falar em centenas de senadores e deputados dos dois lados.