Médicos do Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba, salvaram a vida de um bebê ao fazer uma traqueostomia, um procedimento cirúrgico no pescoço que estabelece um orifício artificial na traqueia para permitir a respiração, enquanto a menina ainda estava ligada à mãe pelo cordão umbilical. A operação ocorreu no último sábado (29), mas só foi divulgada nesta quinta-feira (1º).

O bebê, de 2,2 kg, têm um problema na traqueia que impediria a chegada de oxigênio aos pulmões caso o cordão fosse cortado. No total, 25 profissionais trabalharam na cirurgia, na qual foi usada uma técnica chamada Oops (operação sob suporte placentário), em que o feto é mantido parcialmente fora do útero da mãe, com o desafio de manter todas as funções da placenta funcionando normalmente, o que garantiria a respiração. Sem a troca gasosa entre a mãe e o bebê, a criança corria o risco de morrer ou de ter sequelas graves.

A garota, chamada de Helena, ainda respira por aparelhos e terá que passar por outra cirurgia para corrigir em definitivo o problema na traqueia, provavelmente durante o primeiro ano de vida.