Alguns segmentos da sociedade prometem desestabilizar esta eleição. A disputa entre as chapas é por representantes do empresariado/indústrias e da igreja católica. Teotonio Vilela Filho (PSDB) e Fernando Collor de Mello (PTB) saem na frente. O candidato à reeleição exonerou dois secretários de sua equipe – para que eles auxiliem na campanha.

O primeiro foi o empresário Marco Antonio de Araújo Fireman, secretário de Infraestrutura do Estado. Como empresário, já demonstrou sua força na campanha de 2007. Agora, ele deve ser de grande valia pela importância do pleito. O segundo da equipe de Vilela, a ser afastado, é o secretário Alexandre Lages Cavalcante. Ele coordenava a Controladoria Geral do Estado (CGE) e foi responsável pela auditoria na folha de pagamento do Governo – descobrindo vários pagamentos a servidores fantasmas.

Por outro lado, Collor também contra-ataca. Ele chama para marchar ao seu lado a suplente, Ada Mello – como candidata à Câmara Federal. Com isso, o candidato tem como objetivo atingir uma fatia representativa do processo eleitoral: católicos e evangélicos. Ada Mello tem ótima relação nos meios. Enquanto isso, Collor conta com o apoio da família Lyra, como usineiros.

Os irmãos João e Carlos Lyra não acompanharam os demais empresários do setor sucro-alcooleiro. Eles preferiram acompanhar o ex-presidente. Enquanto que os demais empresários se aliaram ao atual governador – apoiado, também, pelos afiliados à Federação da Indústria.