O ministro das Cidades, Márcio Fortes, reafirmou nesta terça-feira que as casas destruídas pelas enchentes que atingiram os Estados de Alagoas e Pernambuco não serão reconstruídas nas margens dos rios. Ao participar da inauguração de uma estação de tratamento de água no município alagoano de Teotônio Vilela, o ministro disse que a construção das casas depende de levantamento que está sendo feito pelos governos estaduais e pelas prefeituras. "Faremos o mais rápido possível", disse.
"Hoje mesmo o governador de Alagoas Teotônio Vilela Filho disse que está sendo feito um levantamento, inclusive com pessoas que vieram de outros Estados, para identificar quantas são as casas destruídas. É preciso que se tenham outros terrenos porque não vamos construir casas no mesmo lugar. Depende, então, de compra, desapropriação ou doação dos terrenos", afirmou.
O ministro disse ainda que, para construção das casas destruídas pela enchente ocorrida há 12 dias, não será necessária a liberação de recursos adicionais do governo federal porque o programa habitacional Minha Casa Minha Vida já tem o dinheiro necessário. "A mensagem para os moradores é de que os recursos estão disponíveis no Minha Casa Minha Vida e faremos quantas casas forem necessárias. E faremos o mais rápido possível", disse. "Estamos esperando, agora, que seja feito o cadastramento das famílias que perderam as casas para identificar quantas são", afirmou.
Em relação aos municípios que estão sofrendo com novas inundações, em virtude das chuvas que voltaram castigar Alagoas e Pernambuco nos últimos dois dias, Fortes disse que a distribuição de mantimentos e medicamentos será mantida até que a situação volte ao normal. "As famílias já foram removidas das áreas de risco e o atendimento com alimentos, abrigo, água e medicamentos continuará sendo feito".
Nesta terça-feira, subiu para 37 o número de vítimas fatais causadas pelas chuvas em Alagoas. De acordo com a Defesa Civil, três corpos foram encontrados em União dos Palmares, a 73 km de Maceió. Com a atualização dos números, agora são 69 desaparecidos e 181.018 pessoas afetadas nas 28 cidades afetadas pelas enchentes.
De acordo com a Defesa Civil, um efetivo de 950 homens trabalha em operações de resgate e assistência às vítimas das enchentes. Conforme o governo do Estado, são 26.618 desabrigados, 47,829 desalojados e 6.242 que precisam de deslocamento permanente de suas casas.