A Justiça da Itália absolveu nesta terça-feira (29) Massimo Tartaglia, o homem que no dia 13 de dezembro de 2009 jogou uma réplica da catedral de Milão contra o rosto do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi. O chamado "tribunal de via rápida" considerou que o acusado, que sofre de problemas mentais, não poderia ser culpado pelo ataque.
O próprio Berlusconi já havia pedido a absolvição do agressor, cujo ataque causou cortes e fraturas no rosto do primeiro-ministro. O tribunal ordenou que Tartaglina seja mantido na comunidade terapêutica onde vive e passe por exames psiquiátricos a cada seis meses.
Tartaglia, de 42 anos, é um perito em eletrônica que, de acordo com o relatório pericial apresentado nesta terça-feira, não tinha capacidade de compreender o que acontecia no momento em que atacou Berlusconi.
De acordo com a imprensa italiana, pesaram para a absolvição os relatórios de dois psiquiatras, Antonio Marigliano e Fiorella Gazzale, pedidos pela juíza de Milão, Luisa Savoia.
O ataque causou lesões externas e internas no lábio superior de Berlusconi, além de ruptura de dois dentes e fratura em um osso do nariz do primeiro-ministro.
Após o incidente, Berlusconi ficou internado durante quatro dias no hospital. O primeiro-ministro também teve que ficar afastado da vida pública por duas semanas.