A Guarda Costeira norte-americana afirmou nesta sexta-feira (25) que a tempestade tropical localizada ao sul de Cuba ameaça romper o sifão usado nos esforços da BP (antiga British Petroleum) para conter o vazamento no golfo do México. Segundo o almirante Thad Allen, designado pelo governo americano para acompanhar o processo de limpeza, a coleta deve ser suspensa por cinco dias antes da chegada dos ventos na região.
Ciclone ameaça contenção de óleo

De acordo com Centro Nacional de Furacões dos EUA, as chances de a tempestade se tornar um ciclone tropical nas próximas 48h passa de 50%

Allen disse que durante essa pausa de cinco dias os navios devem desligar o sistema de captura do óleo e com isso, o petróleo deve jorrar sem controle no mar do golfo do México. "Nosso limite para começar a tomar medidas é de 120 horas antes da previsão de chegada dos ventos fortes", disse Allen.

De acordo com o Centro Nacional de Furacões dos EUA, a tempestade no mar do Caribe tem mais de 50% de chances de se tornar um ciclone tropical nas próximas 48h.

O instituto privado de meteorologia WSI disse que a atual temporada de furacões no Atlântico, que vai de 10 de junho a 30 de novembro, será ainda mais ativa do que se temia em maio, e acrescentou mais duas tempestades e um furacão à sua estimativa anterior.

Um avião de reconhecimento da Força Área deve determinar hoje se a tempestade deve se transformar mesmo em um ciclone.

Hoje a BP anunciou que os gastos relacionados com o vazamento no golfo do México atingiram US$ 2,35 bilhões.

Este montante inclui o conjunto dos gastos realizados para conter e limpar o petróleo derramado, a perfuração de poços de emergência, as ajudas pagas aos Estados atingidos, pelos danos feitos e as quantias entregues às autoridades federais.

O grupo britânico reiterou que é muito cedo para calcular o custo final da catástrofe.