O pré-candidato ao Governo de Alagoas, Fernando Collor de Melo (PTB), voltou a Rio Largo para rever os efeitos da enchente do último sábado (19). Além da relação mais íntima com o prefeito Toninho Lins (PSB), o candidato tinha uma motivação extra: a presença de Luís Inácio Lula da Silva (PT).

Em meio à sequência de acontecimentos, que envolvem a exploração política da tragédia, Collor fez questão de acompanhar a comitiva de Lula por entre os destroços e ouvir mais uma vez os apelos da sociedade. Como pré-candidato ele partiu em caminhada, corpo-a-corpo, entre as vítimas.

O pré-candidato percorreu vielas do povoado da Ilha e lamentou o acontecimento. “É uma calamidade. Muitas casas caíram. É preciso muita atenção com os mais necessitados. Neste momento é preciso retirar as vítimas de suas residências, colocando-os em abrigos mais seguros, até porque muitos imóveis ameaçam desabar”, demonstrou preocupação o pré-candidato.

Mas, ao ser indagado – pela equipe do Cada Minuto - se ‘tragédia em Alagoas termina em palanque’, Collor perdeu a cabeça e respondeu irritado: “Em absoluto. Não seja cafajeste pra dizer uma coisa dessas. Tenha piedade desse povo que está sofrendo”, disparou o pré-candidato.

É preciso esclarecer, ao pré-candidato, que não foi destinado nenhum tipo de julgamento. Ao contrário, a pergunta se torna válida pela nota de repúdio emitida pela chapa ‘Frente por Alagoas’. Nela todos os partidos que compõem o grupo cobram a isenção da tragédia como instrumento político – sendo publicado, inclusive, no jornal Gazeta de Alagoas (de maior circulação estadual).