A França estuda iniciar novas buscas pelas caixas-pretas do avião da Air France que caiu no oceano Atlântico quando fazia a linha Rio de Janeiro-Paris, no dia 31 de maio de 2009, matando todos os 228 ocupantes.

O responsável pela Direção Geral de Aviação Civil (DGAC) da França, Patrick Gandil, disse nesta quarta-feira (23) que acredita na organização de "uma nova campanha", embora tenha afirmado que essa decisão cabe ao organismo oficial que investiga os acidentes aéreos, o BEA (Escritório de investigações e análises).

Gandil, que compareceu diante da comissão do meio ambiente da Assembleia Nacional, explicou que, após a finalização dos últimos trabalhos de busca, no final de maio, "tomou a decisão de não parar" e afirmou que "haverá uma nova campanha".

O oficial do DGAC afirmou que as novas buscas tentariam esclarecer as causas do acidente, que por enquanto não foram determinadas. Gandill disse que isso "ajudará consideravelmente a tomar as decisões futuras".

Gandill afirmou que o fabricante do avião, a empresa europeia Airbus, e sua concorrente americana, a Boeing, estão debatendo procedimentos técnicos de urgência a serem adotados em caso de perda brutal de altura durante o voo.

onde se acredita que caiu o A-330 da companhia francesa, 1.200 km a leste do porto brasileiro de Recife, indicou nesta quarta-feira que está analisando o possível início de novas buscas.

Por enquanto, a principal hipótese para a queda da aeronave é de falha nos sensores de velocidade, o que teria levado os pilotos a entrarem em uma zona de turbulência em velocidade errada.