O acordo feito entre o diretório nacional do PT e o partido no Maranhão colocou fim, no início da tarde de ontem, à greve de fome feita pelo deputado Domingos Dutra (PT-MA).
O parlamentar protestava contra a decisão de a sigla ter que apoiar a governadora Roseana Sarney (PMDB), em detrimento a Flávio Dino (PCdoB), para a eleição ao governo do estado. Dutra ficou uma semana no plenário da Câmara, sem se alimentar, assim como o líder camponês Manoel da Conceição. Ambos foram internados ontem por problemas de saúde, mas seriam liberados após receber soro.
Dutra e Conceição levaram ao conhecimento nacional a crise que o PT estava vivendo no Maranhão. O parlamentar aproveitou os momentos que pôde para usar a tribuna da Câmara para protestar contra o acordo e atacar o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
Até mesmo as sessões comemorativas e homenagens foram usadas pelo parlamentar para justificar a greve. Dutra disse que Manoel fora torturado quando Sarney era governador do estado, acusação negada pelo senador.