A direção nacional do PSB liberou, nesta segunda-feira (14), o partido para apoiar candidatos do PSDB ao governo de Alagoas, Minas Gerais e Paraná. No estado, essa determinação põe em cheque candidatos à Assembléia Legislativa do Estado (ALE), como Alberto Sextafeira e Kátia Born.

Sextafeira é ex-secretário da Saúde de Ronaldo Lessa. Como deputado, ele manteve uma relação muito íntima com Vilela, chegando a ser o líder do Governo na Casa Tavares Bastos. Born sempre teve uma relação muito estreita com o ex-governador. Eles são parceiros de longa data e comandaram a prefeitura de Maceió e o Governo do Estado juntos – sempre mantendo uma boa relação.

Recentemente, ela foi secretária de Téo Vilela, na pasta de Tecnologia e Ciência. Agora, os dois candidatos têm até o dia 30 para decidir seu futuro político e a melhor aliança.

Nacional

O partido preteriu a candidatura do deputado Ciro Gomes (CE) à Presidência da República e formalizou aliança com o PT de Dilma Rousseff. "Mas a campanha para presidente é para Dilma", disse o presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Sem a presença de Ciro, o PSB oficializou ontem o apoio à candidatura da petista.

Campos minimizou a ausência de Ciro e de seu irmão, o governador Cid Gomes, do Ceará, no congresso extraordinário do partido que, por unanimidade, oficializou a aliança com o PT. "Ele (Ciro) tem o tempo dele. Mas o Ciro vai estar ao lado do partido. A posição dele será a posição do PSB", afirmou Campos.

Ciro viajou para o exterior durante todo o mês de maio, depois de ter sido escanteado pelo PSB.
Em Minas, os socialistas vão apoiar a reeleição de Antonio Anastasia (PSDB) e a candidatura de Aécio Neves (PSDB) e Fernando Pimentel (PT) para o Senado. Será a chapa "Dilmasia" - o voto para presidente na petista e no tucano para o governo do Estado. A aliança do PSB com o PSDB em Minas é antiga: em 2008, os dois partidos e o PT se uniram para eleger o atual prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB).

No Paraná, os socialistas se aliaram ao tucano Beto Richa na disputa pelo governo do Estado. "Estamos sempre onde estivemos", disse Campos, referindo-se ao fato de o PSB ser aliado de tucanos nos três Estados há anos. O número de palanques em que o PSB vai apoiar o PSDB poderá aumentar caso os socialistas decidam apoiar a candidatura do tucano Anchieta Júnior ao governo de Roraima.

Na Paraíba, ocorrerá o inverso na aliança entre os dois partidos: o candidato do PSB, Ricardo Coutinho, será apoiado pelos tucanos. Depois de oficializar o apoio à candidatura de Dilma Rousseff, o presidente do PSB garantiu que o partido vai manter a aliança com o PC do B em torno da candidatura do deputado Flávio Dino ao governo do Maranhão.

Maranhão. Na sexta-feira, a direção nacional do PT decidiu que os petistas maranhenses têm de apoiar a reeleição da governadora Roseana Sarney (PMDB). "Nossa posição é de manter o apoio à candidatura de Flávio Dino", garantiu Campos. O ex-governador José Reinaldo, ex-aliado da família Sarney, será o candidato do PSB ao Senado.

O PSB terá candidato em nove Estados: Amapá (Camilo Capiberibe), Mauro Mendes (Mato Grosso), Renato Casagrande (Espírito Santo), Wilson Martins (Piauí), Paulo Skaf (São Paulo), Iberê Ferreira (Rio Grande do Norte), além de Eduardo Campos, Ricardo Coutinho e Cid Gomes.