O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, defendeu neste domingo (13) uma continuidade no governo de São Paulo, mas fazendo a ressalva de que não necessariamente isso significa um continuísmo.

O ex-governador, que deixou o cargo em abril para se candidatar ao Planalto, discursou durante a convenção do PSDB que lança a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) ao Palácio dos Bandeirantes.

- Tem continuidade? Tem, na honestidade, na seriedade da administração financeira, nas prioridades, mas não tem continuísmo, porque os problemas são outros. [...] Essa continuidade na mudança é o que se apresenta ao nosso Estado.

Após as duras críticas que fez ao governo federal e ao PT ontem, em discurso na convenção nacional do PSDB, em Salvador, Serra amenizou o tom dos ataques e deixou para os correligionários a tarefa de “bater” no presidente Luiz Inácio Lula da Silva e na sua candidata à sucessão, Dilma Rousseff (PT).


Um dos discursos mais agressivos foi do atual governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), que lembrou o mensalão, principal escândalo político do governo Lula.

- Nesse Estado se faz política de forma saudável, se faz política com o povo, com decência, com coerência, com respeito ao público e com respeito a ética e a moral. Não se compra deputados, nem partido políticos [...]. Nesse Estado e nesse país não serão, de forma nenhuma, local de vitória de mensaleiros, nem de aloprados.

O agora candidato tucano ao governo, Geraldo Alckmin, também cutucou os petistas em seu discurso.

- Alguns não querem ver isso [avanços em São Paulo]. Preferem fazer intrigas, desrespeitar a lei, antecipar a campanha, zombar da Justiça e das instituições.