Moradores da zona rural de dois municípios de Minas Gerais estão sofrendo com a falta de uma ponte. O problema é antigo, mas a situação piorou, no fim de semana, depois que a passarela improvisada no local cedeu.
Agora, uma ponte caída e um tronco de árvore são as opções dos moradores para atravessar o rio que divide os municípios de Soledade de Minas e Carmo de Minas. "Dá medo", diz o trabalhador rural Joaquim José Rocha.
A travessia é arriscada. Mesmo assim, homens e mulheres enfrentam o desafio.
Segundo os moradores, cerca de 2 mil pessoas vivem nas comunidades próximas a essa passagem. A situação está perigosa há cerca de quatro anos. A ponte, construída na década de 1950, caiu em 2006. Desde então, os moradores usavam uma passarela improvisada e perigosa.
Em outubro do ano passado, a Prefeitura de Soledade de Minas prometeu que iria estudar a construção de uma passagem mais segura. Mais de sete meses depois, nenhuma providência foi tomada. No fim de semana, a passarela improvisada desabou.
Um rapaz de 17 anos, filho do trabalhador rural Milton César da Silva, passava pelo lugar e acabou caindo no rio. “Escutei um barulho e corri. Sabia que era ele. Ele estava caído, mas não fraturou nada", disse o pai.
O prefeito de Soledade de Minas, Geraldo dos Santos, disse que o município não tem recursos para construir uma nova ponte ou passarela. “Muitas prefeituras estão trabalhando no vermelho. Sem participação do estado ou do governo Federal, é impossível tomar qualquer providência.”
Por telefone, a Secretaria de Transportes e Obras Públicas de Minas Gerais informou que solicitou que a verba necessária para a reconstrução da ponte fosse incluída no orçamento do governo do Estado deste ano, mas o pedido não foi atendido.