"As correntes extremistas (muçulmanas) são uma ameaça" e "o desaparecimento dos cristãos representaria uma perda" para o pluralismo no Oriente Médio, declarou o Vaticano em documento de trabalho para o sínodo sobre a região, entregue no domingo, em Chipre, pelo Papa.

"As correntes extremistas (muçulmanas) são uma ameaça para todos, cristãos, judeus e muçulmanos, e devemos enfrentá-las juntos", destacou o documento, que diz também que "o desaparecimento dos cristãos representaria uma perda para este pluralismo que tem caracterizado desde sempre os países do Oriente Médio".

Antes de entregar o documento, Bento XVI se referiu, durante missa na Nicósia, às grandes provações que os cristãos enfrentam na região e a seu "inestimável papel".

O sínodo é "uma ocasião para por em destaque o importante valor da presença e do testemunho cristão nos países da Bíblia, não só para a comunidade cristã em escala mundial, mas também para nossos vizinhos e concidadãos", disse.