A Junta Militar de Mianmar desenvolve um programa nuclear para produzir bombas atômicas com tecnologia norte-coreana, mas o projeto ainda está fase inicial de desenvolvimento, segundo investigação de uma emissora de rádio dissidente no exílio.
O relatório, publicado no site da Voz Democrática de Mianmar, indica que o regime birmanês conta com uma planta de processamento de urânio com fins militares, assim como duas fábricas para produzir mísseis adaptados para ogivas nucleares.
O grupo, com sede em Oslo, apresenta documentos e fotografias facilitadas por Sai Thein Win, um cientista mianmarense que estudou tecnologia militar na Rússia e desertou de Mianmar após trabalhar no programa para a fabricação desse tipo de armas. Segundo o cientista, os militares birmaneses ainda estão muito longe de construir um reator nuclear capaz de enriquecer plutônio e urânio para a fabricação de bombas atômicas.
A Junta Militar conta com cientistas formados na Rússia em armamento, assim como com tecnologia nuclear de baixa qualidade facilitada pela Coreia do Norte.
No entanto, o governo de Mianmar negou reiteradamente qualquer cooperação em matéria nuclear com o regime de Kim Jong-il.
A relação entre os dois governos foi confirmada em julho de 2003, com a chegada a Mianmar de 20 técnicos enviados pela Coreia do Norte.
Os militares mianmarenses constroem, com a ajuda dos norte-coreanos, uma extensa rede de túneis blindados e refúgios com fins militares em várias áreas do país, segundo imagens e documentos que chegaram à imprensa internacional em 2009.