As eleições presidenciais da Colômbia ocorrem neste domingo (30) com tranquilidade, embora tenham sido registrados alguns inconvenientes e algumas queixas, informou o ministro do Interior, Fabio Valencia Cossio. Houve o registro de três mortes também, sendo uma das vítimas um soldado colombiano, informou o jornal El Espectador.

Em seu primeiro boletim sobre a jornada, Valencia Cossio disse que foram registradas 47 denúncias de constrangimento ao eleitor e algumas queixas pela participação de funcionários na política.

O ministro informou ainda que três explosivos foram desativados pela polícia, que também realizou intervenções, evitando quatro princípios de conflitos.

Foram fechados 157 estabelecimentos que violaram a lei seca e 20 armas foram apreendidas.

Os incidentes foram registrados nos Departamentos de Tolima, Valle, Cauca e Meta. Neste último, um confronto entre o Exército e guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) deixou um soldado morto. O jornal El Espectador relatou ainda mais dois mortos civis no episódio.

O mau tempo também interferiu no processo eleitoral. Devido às chuvas, 53 mesas de votação foram transferidas e 8 não foram instaladas.

Em todo o país, mais de 71 mil colégios eleitorais foram abertos às 8h locais (10h em Brasília). Espera-se que mais de 29 milhões de colombianos compareçam às urnas, que serão fechadas às 16h locais (18h em Brasília).

Entre os nove candidatos que disputam a presidência destacam-se o governista Juan Manuel Santos, do Partido Social da Unidade Nacional, e o opositor Antanas Mockus, do Partido Verde. Segundo pesquisas divulgadas nas últimas semanas, os dois apareciam tecnicamente empatados.

A Registradoria Nacional deverá divulgar os primeiros dados do pleito uma hora após o encerramento das votações.