O comissário para Assuntos Econômicos e Monetários da UE (União Europeia), Olli Rehn, disse nesta sexta-feira (28) que alguns países europeus podem esperar até o ano que vem para rearranjar suas contas e escapar das altas dívidas públicas que têm hoje, mas que não dá para estender essa missão para depois de 2011.
Em entrevista ao jornal italiano Il Sole 24 Ore, Rehn ponderou.
- Em geral, nós precisamos nos afastar da lógica de estímulo fiscal para a qual a crise nos forçou.
Ele reiterou o elogio aos cortes no orçamento da Itália e disse que o país, como outros, terá de intensificar os esforços nos gastos com aposentadoria.
Perguntado se os cortes orçamentários serão suficientes para acalmar os mercados, Rehn disse que muito dependerá de como essas medidas forem implementadas.
Na última terça-feira, a Itália aprovou um plano contra crise que cortou R$ 54,9 bilhões (24 bilhões de euros) de gastos como tentativa de sanear as finanças públicas do país, em meio a crise de confiança na Europa pelos altos saldos negativos (déficits) fiscais.
Crise europeia
No último dia 10, os países da UE (União Europeia) aprovaram um plano de socorro histórico que pode passar de R$ 1,7 trilhão (750 bilhões de euros) para ajudar as economias da zona do euro caso seja necessário e conter uma possível crise do bloco.
O início da crise aconteceu na Grécia, país da zona do euro endividado muito acima do permitido pelas regras do bloco. O governo grego já recebeu R$ 252 bilhões (110 bilhões de euros) através da UE e do FMI (Fundo Monetário Internacional), mas terá de tomar medidas rigorosas nos gastos públicos e isso já provocou diversos protestos pelo país.