O deputado Antonio Albuquerque levou todo seu staff de prefeitos e aliados para a entrevista ao jornalista Plínio Lins, no Conversa de Botequim. O parlamentar não se furtou a responder os questionamentos e desafiou os presentes para que alguém apontasse um ato violento que ele tenha feito.

Albuquerque só declinou ao ser perguntado sobre quem apoiaria para o governo do Estado, mas não deixou de surpreender ao deixar entender que já foi traído por Teotonio Vilela e Fernando Collor de Mello e fazer elogios rasgados ao ex-governador Ronaldo Lessa.


Acompanhe abaixo alguns trechos da entrevista:

Violência
“Não me considero um homem violento. Desafio a alguém que relate qualquer ato de violência que cometi. Só não suporto a covardia e sei ser contundente o suficiente para expor minhas opiniões”

Operação Taturana
“Sequer existe a denúncia neste caso. Eu não era presidente da Assembléia na época que esses empréstimos aconteceram. Eu, Antonio Albuquerque, não tenho nenhum empréstimo tomado em meu nome”

Prisão
“Eles precisavam de uma foto do Antonio Albuquerque preso. O STF e o próprio Ministério Público criticaram a ação da polícia. Fui preso porque supostamente sabia do crime feito a uma pessoa, que nunca vi na minha vida”

Teotonio Vilela
“Fiquei ao lado de Teotonio quando ninguém mais ficou. Fui contra as ofertas de poder econômico por achar que ele faria o melhor governo que Alagoas já teve. Ele é, sobretudo um homem de sorte. Ele foi denunciado e indiciado, tal qual o Cícero Almeida, que também foi indiciado igualmente a mim, mas nenhum deles sequer ficou um dia afastado do mandato, e eu tive que amargar 15 meses longe do meu”

José Pinto de Luna
“Tudo que ele fez foi com a intenção de se beneficiar politicamente. Soube até que ele andou me elogiando por aí, mas o que eu queria mesmo é que ele realmente se candidatasse para saber se consegue esses votos todos que ele acha que tem”

Antonio Sapucaia
“É um farsante. Um juiz que foi medíocre em sua carreira. Uma pessoa que foi nula como gestor do Detran. Eu disse ao governador Teotonio Vilela que se eu quisesse comprava uma carteira de motorista na gestão dele, naquele momento. O Téo olhou para mim e disse para eu não fazer isso”

Arrependimento
“Durante a tentativa de invasão do MST à Assembléia Legislativa eu disse que eles iriam ser recebidos a tabicadas. Eu não estava errado quanto à minha intenção, mas eu jamais deveria ter usado esta expressão”