O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, advertiu neste sábado que seu país ainda enfrenta uma "dura luta no Afeganistão" e assegurou que a ameaça da Al-Qaeda "não desaparecerá em breve".
Obama discursou aos cadetes da Academia Militar de West Point, local onde em dezembro passado o líder anunciou a nova estratégia dos EUA para o Afeganistão com o envio de 30 mil soldados adicionais.
Segundo ele, apesar de os Estados Unidos terem tido "mais sucesso em eliminar líderes da Al-Qaeda nos últimos meses que nos últimos anos, (os membros da Al-Qaeda) continuarão recrutando, conspirando e ameaçando nossa sociedade".
Como exemplo, lembrou os recentes atentados em Cabul e Karachi, bem como os recentes atentados frustrados na Times Square, em Nova York, e em um avião que voava de Amsterdã a Detroit no Natal do ano passado.
"A ameaça não desaparecerá em breve", disse Obama. Segundo ele, a Al-Qaeda e seus seguidores "são pequenos homens no lado errado da história. Não lideram uma nação e não lideram uma religião".
Por isso, o presidente ressaltou que seu país continuará lutando, junto com seus aliados, na defesa das liberdades, pois esta responsabilidade "não pode recair somente sobre os ombros dos Estados Unidos".
Obama reconheceu que há "dias difíceis por vir" e que as forças da coalizão se enfrentam a "uma dura luta", já que os talibãs foram adotando novas táticas às quais é preciso se adaptar para conseguir acabar com a insurgência.
"Os extremistas querem uma guerra entre EUA e o Islã, mas os muçulmanos fazem parte de nossa nação, inclusive aqueles que servem em nossas Forças Armadas", destacou.
Comandante-em-chefe das tropas americanas, o presidente dos Estados Unidos tradicionalmente faz um discurso na cerimônia de graduação em uma das academias militares do país.