O Irã poderá voltar atrás depois do acordo fechado com Brasil e Turquia, voltado para uma troca de urânio, se as grandes potências não o aceitarem em sua totalidade, declarou neste sábado (22) o presidente do Parlamento, Ali Larijani.

"Se quiserem revisá-lo parcialmente, o Parlamento não aceitará", disse, citado pela agência oficial Irna.

"Se apresentarem exigências adicionais e se continuarem com o engano, isso não será compatível com a declaração de Teerã", acrescentou, sem mais detalhes.

O acordo assinado segunda-feira em Teerã prevê o intercâmbio, na Turquia, de 1.200 quilos de urânio levemente enriquecido (3,5%) contra 120 quilos do combustível enriquecido a 20% fornecido pelas grandes potências e destinados ao reator de pesquisa nuclear com objetivos médicos de Teerã.

Segundo o governo islâmico, o acordo estabelecido reconhece o direito do Irã de enriquecer urânio com fins pacíficos.

"Representa uma base lógica para as negociações", declarou Larijani.

Os EUA e outras potências acusam Teerã de querer dotar-se da arma nuclear a pretexto de atividades civis, o que a República islâmica desmente.