A Rússia e países do antigo bloco soviético comemoram neste domingo (9) os 65 anos da vitória sobre a Alemanha nazista com eventos militares. Os russos realizaram o tradicional desfile militar na praça Vermelha de Moscou.
Ao contrário da maioria dos países do bloco Aliado (foram mais de 60 países, incluindo Reino Unido, Brasil, Canadá e Estados Unidos), que comemoram o Dia da Vitória em 8 de maio, os russos e a maioria dos países do antigo bloco soviético, além da própria Alemanha, lembram a data no dia 9, quando o ditador Josef Stálin leu seu discurso oficializando a derrota da Alemanha na Segunra Guerra Mundial (1939-1945).
Depois que o ministro da Defesa da Rússia, Anatoli Serdiukov, passou revista às tropas antes do evento.
O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, pronunciou seu discurso da tribuna e o hino russo foi entoado, acompanhado de salvas.
Na cerimônia, que durou 72 minutos, participaram 10.500 soldados russos e cerca de mil representando os Estados da pós-soviética Comunidade dos Estados Independentes (CEI). Homens também representaram os Estados Unidos, o Reino Unido, a França e a Polônia.
É a primeira vez que tropas de países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) desfilam na parada militar, a poucos metros das muralhas do Kremlin.
Além disso, circularam pela praça Vermelha 159 veículos militares, entre carros de combate, blindados, peças de artilharia autopropulsadas, sistemas antiaéreos e plataformas com mísseis.
Abriram passagem nove lendários tanques T-34 e serão exibidos também foguetes tático-operacionais Iskander-M, sistemas de defesa aérea com mísseis S-300 e S-400, plataformas de lançamento múltiplas de foguetes Smerch e plataformas móveis com mísseis balísticos intercontinentais Topol-M, a arma mais temível do arsenal russo.
Fecharam a parada orquestras militares de Estados Unidos, Reino Unido, França e Rússia. Ao todo, participaram da cerimônia 3.000 veteranos, cerca de 200 deles procedentes de outros 24 países.
Entre os líderes estrangeiros presentes estavam a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente de Israel, Shimon Peres, e o presidente da China, Hu Jintao.