A procuradora aposentada Vera Lúcia Sant´Anna, acusada de agredir a filha adotiva de dois anos, chegou a ser conduzida à delegacia de Armação de Búzios, na Região dos Lagos, no início da tarde desta quarta-feira (5), mas acabou liberada.

Segundo a assessoria da Polícia Civil, ela não ficou presa porque os policiais foram até a sua casa pensando que o mandado de prisão contra a suspeita já tinha sido expedido, o que ainda não havia ocorrido.

O Tribunal de Justiça anunciou oficialmente a decretação de prisão da procuradora por volta das 18h. Ela já é considerada foragida.

O advogado de Vera Lúcia, Jair Leite Pereira, disse que entraria com habeas corpus nesta quinta-feira (6) recorrendo da decisão. Segundo ele, a cliente só vai se apresentar após o julgamento do recurso que pretende propôr.

Tortura

Vera Lúcia foi denunciada na última terça-feira (4) por tortura. O relatório do Ministério Público menciona, com base em depoimento de uma integrante do Conselho Tutelar, que a procuradora pode fazer parte de uma seita satânica que teria por objetivo sacrificar a menina.

A denúncia citou também que Vera mantinha a criança trancada em um quarto durante todo o dia, proibindo qualquer pessoa de manter contato físico ou verbal com a menina.

Fotos obtidas pela Polícia Civil do exame feito na criança mostraram que ela possui diversos hematomas no rosto. Na semana passada, em depoimentol, a procuradora aposentada negou as acusações, disse que amava a menina e que só a chamou de "cachorrinha", porque gostava desses animais.

No inquérito da Polícia Civil, a procuradora também foi indiciada por racismo por supostamente insultar empregadas ao dizer que elas faziam "serviços de preto".