Uma verdadeira operação foi montada por caciques políticos alagoanos, ministros e emissários diretos do Palácio do Planalto na tentativa de mover o ex-presidente Fernando Collor de se lançar mesmo candidato ao governo do Estado nas próximas eleições de Outubro.

Collor que desde ontem em Brasília tenta buscar justamente o contrário, ou seja, tentar que o presidente de honra do PDT retirasse a candidatura de Ronaldo Lessa atual pré-candidato do chapão, tem mais dois ou três encontros para definir seu futuro político.

Em Alagoas, durante a parte fechada da reunião do que sobrou do chapão, os representantes do PMDB, PDT,PV, PR,PT e PC do B, combinaram que não iriam fazer qualquer crítica ao ex-presidente até que ele mesmo anunciasse sua candidatura. O recado foi claramente destinado a Ronaldo Lessa e Joaquim Brito que tinham subido o tom das críticas em relação ao Collor.

Entre os emissários do Palácio que terão a missão de conversar com Collor estão o próprio Luppi e o Ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Também conversam com o ex-presidente o senador Renan Calheiros e até mesmo o deputado federal Augusto Farias, do mesmo partido do ex-presidente, o PTB.

Depois do anúncio ontem de que o PSC irá apoiar o PSDB de Serra, o PTB de Collor passou a ser o alvo de desejo das duas coligações presidenciais e Collor passa a ter um papel preponderante, pois lidera a parte do partido que pretende seguir com Dilma em oposição ao presidente do PTB, Roberto Jefferson, que pretende levar o partido para as hostes de Serra.