Um grupo de 88 opositores e ativistas de direitos humanos em Cuba pediu ao dissidente Guillermo Fariñas que abandone a greve de fome, iniciada há mais de dois meses, e o convidou a liderar a busca por dez mil assinaturas para exigir do Governo a libertação de presos políticos.
O documento, distribuído hoje à imprensa estrangeira em Havana, foi entregue a Fariñas na semana passada. O texto diz que a morte do dissidente "privaria" a ilha de "um valioso lutador pelo futuro da nação".
Fariñas, que começou o jejum após a morte de outro dissidente em greve de fome, quer do presidente cubano, Raúl Castro, a libertação de 26 opositores doentes.
O jornalista e psicólogo, que em outras ocasiões ignorou pedidos de instituições religiosas, organizações e Governos para que abandonasse a greve, disse hoje à Agência Efe que agradece o novo pedido, mas "dolorosamente" não pode aceitá-lo.