Roberto Gonçalves
O escândalo envolvendo quatro religiosos da Diocese de Penedo em Arapiraca sendo dois padres e dois monsenhores afastam o segundo município do Estado de sonhar com a possibilidade de ser sede de Diocese.
Com uma população de 202.398 habitantes, pólo universitário e com uma economia fortalecida comércio e indústria o município teria condições robustas para ser sede de uma Diocese. Municípios de porte menor têm essa condição a exemplo de Palmeira dos Índios e Penedo.
O escândalo de crimes de pedofilia envolvendo os monsenhores Luiz Marques Barbosa, Raimundo Gomes e os padres Edilson Duarte e Benedikt Lennartz (este ultimo de nacionalidade Alemã) na Comissão Parlamentar de Inquérito – (CPI) da pedofilia foi um duro golpe na Igreja Católica.
As ultimas revelações dos religiosos acareações e os desdobramentos acompanhados pela imprensa de todo o País coloca a população católica alagoana e arapiraquense na maior frustração e indignação. Os reflexos começam a serem vistos o movimento no principal templo da cidade a Concatedral de Nossa Senhora do Bom Conselho foi reduzido em mais de 50% nas missas de sábado e domingo.
Edificada em local privilegiado, no calçadão do Largo Dom Fernando Gomes no centro, a Igreja é a principal referencia católica do município. Até março, ela era liderada pelo padre Edílson Duarte – acusado de pedofilia e afastado pela Diocese de Penedo (responsável pela cidade). Em um mês, o número de fiéis que vão à missa caiu para menos da metade.
Vendendo pipoca há 20 anos na porta da igreja, Antônio Pereira, 63, conta que nunca viu a Igreja com tão pouca gente como nas últimas semanas. “Eu vendia 45, 50 pipocas à cada missa. Hoje, são 15, 20 no máximo. Caiu demais a quantidade de gente que vem à missa”, afirmou o comerciante informal.