A pré-candidatura de Ciro Gomes (PSB-CE) à Presidência da República se avizinha da fase terminal. A cobrança do deputado para que o PSB entre de cabeça na corrida presidencial, que já era vista com reservas na cúpula do partido, ficou mais difícil de ser atendida após o deputado pressionar publicamente a legenda
Em artigo postado na última quinta-feira (15) em seu site, Ciro cobrou definição do PSB sobre sua candidatura à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente nacional do PSDB, roberto Amaral não poupou críticas:
- A nota de Ciro tem aspectos positivos. Mas ele foi injusto quando fez ressalvas em relação à condução do processo pela direção partidária.
Já o presidente do partido em São Paulo, deputado Márcio França, minimizou a nota:
- Time que tem craque tem de saber que craque não gosta de concentração. Ninguém vai conseguir controlar o Ciro. Ele é um radical livre.
A Executiva Nacional do PSB reúne-se no dia 27 para bater o martelo sobre a candidatura de Ciro à Presidência e, consequentemente, tentar resolver o problema das alianças estaduais: Disse Amaral:
- Entendemos a angústia do Ciro e a angústia dos Estados, que reclamam por uma postura mais clara do partido.
Ele afirmou que, hoje, a candidatura de Ciro não tem recursos nem alianças partidárias. Integrantes da direção do partido não gostaram do "tom agressivo" de Ciro. A avaliação é que, no partido, o "ambiente piorou" para ele. O deputado pressionou o partido e, em tom de desabafo, subiu o tom das críticas em relação ao próprio PSB. No artigo, intitulado "A história acabou?", Ciro perguntou: "O PSB é "um ajuntamento como tantos outros, ou a expressão de um pensar audacioso e idealista sobre o Brasil?".
A aliados, Ciro confidenciou que decidiu fazer o artigo como forma de lutar por sua candidatura. Argumentou que o PSB pode até desistir de lançar seu nome na corrida presidencial, mas quer deixar claro que a decisão não é dele.
O PSB está dividido: parte é favorável ao lançamento da candidatura de Ciro, mas a maioria da cúpula do partido quer fechar aliança em torno da candidatura da petista Dilma Rousseff.