O Brasil e a China assinaram nesta quinta-feira (15) um plano de ação conjunta de desenvolvimento entre os dois países, o PAC Brasil-China (Plano de Ação Conjunta),que estabelece metas para as relações bilaterais no período de 2010 a 2014.
O documento foi assinado entre o líder chinês, Hu Jintao, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O acordo começou a ser desenhado em 2006, quando os países definiram a parceria estratégica pela Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível.
O PAC Brasil-China (que não tem nenhuma relação com o Plano de Aceleração do Crescimento do governo federal) estabelece objetivos e uma agenda de reuniões bilaterais para discutir a relação entre os dois países, que ganham cada vez mais importância na cena internacional.
A China foi, em 2009, o maior parceiro comercial do Brasil, com intercâmbio de R$ 64,98 (US$ 36,1 bilhões), dos quais R$ 36,36 bilhões (US$ 20,2 bilhões) correspondem a exportações brasileiras – vendas de produtos ao exterior.
Nos dois primeiros meses de 2010, o fluxo do comércio bilateral somou R$ 9,97 bilhões (US$ 5,54 bilhões), o que representa aumento de 36,5% em relação ao mesmo período de 2009.
Na véspera da reunião, empresas brasileiras e chinesas assinaram nesta quarta-feira (14) contratos no valor total de R$ 756,3 milhões (US$ 432 milhões), em áreas como investimentos, prestação de serviços, e exportação e importação de produtos. O maior negócio foi fechado pela CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) com a Cisdi Engenharia e chegou a R$ 504 milhões (US$ 280 milhões).
Por causa do terremoto de 7,1 graus de intensidade que matou mais de 600 pessoas na Província de Qinghai, no noroeste da China, Hu teve de antecipar seu encontro com Lula. O presidente chinês foi recebido com honras de Estado no Palácio do Itamaraty.
Hu tinha a volta prevista a seu país no sábado (17), já que participaria nesta sexta-feira (16) da cúpula dos países do Bric (composto também por Brasil, Rússia e Índia).
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