Os números indicam um rápido avanço da modalidade, ainda pouco conhecida da maioria da população. O grande impulso para o crescimento do modelo semi-presencial foi dado pelo governo com a criação da Universidade Aberta do Brasil em 2005.

A instituição tem 180 mil vagas em cursos superiores oferecidos em parceria com universidades federais. Apesar do nome, as aulas totalmente a distância são proibidas pela legislação

No mês passado, a USP (Universidade de São Paulo), que até então resistia em adotar o modelo, lançou junto com o governo do Estado seu primeiro curso a distância, uma licenciatura em ciências voltada também para formação de professores. A primeira turma a distância da Unesp (Universidade Estadual Paulista) começou suas aulas neste semestre.

Segundo Fábio Sanchez, autor do levantamento e um dos coordenadores do Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância, os estudantes são atraídos pela versatilidade, modularidade e capacidade de inclusão que a metodologia oferece.

Por outro lado, a modalidade exige autonomia do estudante, porque as aulas são construídas por meio de tecnologias como fóruns de discussão, videoconferências e chats pela internet.

Algumas avaliações também podem ser feitas online, mas as provas devem ser presenciais, assim como parte do conteúdo das aulas e atendimentos com os professores. Sanchez afirma que a tendência é que a educação presencial e EAD (Ensino a Distância) se misturem cada vez mais no futuro.