O Estado do Rio de Janeiro recebeu apenas 1% das verbas do Ministério da Integração Nacional destinadas ao Programa de Prevenção e Preparação para Desastres, em 2009, um ano antes de ser castigado pela chuva da terça-feira (6), a maior em 4O valor transferido da União, R$ 1,6 milhão, não é suficiente para intervenções públicas relevantes. Um plano de remoção preventivo de cem barracos em área de risco em um morro custaria atualmente pelo menos R$ 4 milhões, segundo autoridades da Defesa Civil do Rio.
O orçamento da União tinha em 2009 dotação de R$ 646,6 milhões para ser repassada a municípios com programas de combates a enchentes. Desse total, somente 22%, ou R$ 143,7 milhões, foram transferidos pelo governo federal aos Estados. Apenas cinco prefeituras do Estado do Rio de Janeiro (Campos dos Goytacazes, Niterói, Angra dos Reis, Rio e Resende) foram contempladas.
Pós-tragédia
Após as chuvas que atingiram Angra dos Reis no início deste ano, com 57 mortes, o Palácio do Planalto editou uma Medida Provisória para enviar em caráter emergencial cerca de R$ 130 milhões a cidades fluminenses afetadas pelas chuvas. Na terça-feira, as autoridades do Estado já falavam em pedir novo auxílio ao governo federal, mas evitaram críticas a Lula.
Até a manhã desta terça-feira, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros contabilizavam 102 mortes provocadas pelas chuvas no Estado.
O prefeito Eduardo Paes, em entrevista na manhã desta quarta, fez um apelo para que a população, principalmente os moradores da área da Barra da Tijuca, evitem fazer deslocamentos longos, para evitar transtornos no trânsito e facilitar os trabalhos de emergência da prefeitura. Apesar disso, segundo ele, nesta quarta o estado da capital fluminense é muito melhor do que o enfrentado na terça-feira.
- Vamos ter ainda muitos transtornos no trânsito. A previsão de chuva para hoje não é nada parecida com a que tivemos ontem. A situação já é bem melhor que a encontrada nesta terça, mas ainda há vários pontos críticos na cidade. Equipes de todos os órgãos da prefeitura estão nas ruas para resolver os problemas mais graves.