Não foi nada fácil para os alagoanos conviver com a Assembléia Legislativa nesta legislatura,marcada pela Operação Taturana que escancarou um esquema de desvio de R$ 300 milhões. O Poder Legislativo se arrasta até o fim do ano sob denúncias de irregularidades e falta de transparência.

A eleição do próximo dia 03 de outubro poderia ser a resposta do eleitorado a tudo que aconteceu durante estes quatro anos, mas a expectativa, a pouco menos de seis meses da eleição é que a renovação não seja assim tão grande.

Dos atuais 27 deputados apenas seis não são candidatos a reeleição. Arthur Lyra (PP), Paulão(PT) e Dudu Albuquerque(PSDC), todos indiciados na Taturana, vão tentar uma vaga na Câmara Federal, já Ze Pedro da Aravel(PMN) e Cathia Freitas (PMN) anunciaram que não serão candidatos este ano.

Além deles, Rui Palmeira (PSDB), um dos deputados oposicionistas que mais denunciaram as irregularidades da Casa de Tavares Bastos se diz “saturado” do Poder Legislativo Alagoano e também vai tentar vaga na Câmara Federal.

Os atuais 21 deputados deverão lutar com nomes fortes que buscam uma vaga na Casa como Renan Filho, o ex-prefeito Joãozinho de Teotônio Vilela, Kátia Born, Dudu Hollanda,o empresário arapiraquense Severino Pessoa e o presidente da Câmara Municipal de Arapiraca, Josias Albuquerque, o secretário do prefeito de Maceió, Mozart Amaral e José Wanderley.

Outros nomes fortes na disputa são os radialistas Franças Moura, Ailton Avlis e Alves Correia, o líder comunitário Silvano Barbosa, o filho do prefeito de Maragogi, Marquinhos Madeira, Dino Filho, Nivaldo Jatobá e alguns nomes que podem ainda surgir.

Entre os envolvidos com a Taturana a situação de João Beltrão e Isnaldo Bulhões parece confortável e os dois devem ter dificuldades em garantir a volta, Antonio Albuquerque, Marcos Ferreira, Cicero Ferro e Nelito Gomes de Barros deverão ter mais dificuldades, mas estão também entre os favoritos. Mauricio Tavares e Edval Gaia terão fortes concorrentes em suas bases eleitorais e partem para uma eleição difícil.

Mesmo com a entrada e saída de alguns nomes o perfil da Assembléia dificilmente mudará radicalmente, dos 21 candidatos pelo menos 14 deles devem voltar sem problemas, o que representa mais de 50% do total.

Conta-se o fato da saída de Paulão e Rui Palmeira e que entre os “novos” nomes nenhum tem assim um perfil tão oposicionista, fazendo com que a população alagoana corra o risco de viver problemas semelhantes aos últimos quatro anos no Poder Legislativo.