Dois seguranças do consulado dos Estados Unidos em Peshawar, no Paquistão, estão entre os pelo menos seis mortos em ataque nesta segunda-feira (5), informou a embaixada norte-americana no país.
O ataque envolveu um carro-bomba e atiradores que tentaram entrar no prédio da embaixada usando armas e granadas, diz comunicado da embaixada.
Militantes talibãs do Paquistão reinvidicaram a responsabilidade pelo ataque em Peshawar, segundo a agência Reuters. "Os americanos são nossos inimigos. Nós planejamos o ataque ao consulado em Peshawar. Nós estamos planejando mais ataques", disse o porta-voz do grupo Azam Tariq, segundo a agência.
O ataque ocorreu às 13h30 no horário local (05h30 em Brasília) em um intervalo de 20 minutos na capital da Província da Fronteira do Noroeste (NWFP).
Uma fonte diplomática dos EUA confirmou que o prédio do consulado sofreu "danos bastante graves".
Alguns prédios da região atacada ruíram por causa das explosões, conforme o canal privado "Dawn TV".
As forças de segurança isolaram a região e cortaram a estrada de Khyber, já os feridos foram transferidos para diversos hospitais da cidade.
Outro atentado
Horas antes deste ataque múltiplo em Peshawar, pelo menos 30 pessoas morreram e várias ficaram feridas em um atentado suicida registrado no distrito no noroeste paquistanês.
Este atentado ocorreu em um ato público na localidade de Timergara, organizado pelo Partido Nacionalista Awami (ANP, pashtun e laico), que governa a NWFP.
Atualmente, o Exército paquistanês combate à insurgência talibã em algumas áreas da NWFP e em quase a totalidade dos distritos que formam o cinto tribal na fronteira com o Afeganistão. A insurgência talibã, por sua vez, reivindicou a maioria dos ataques terroristas dos últimos meses.
Os ataques desta segunda-feira ocorrem após três semanas de pouca atividade terrorista no país. Em 2009, mais de 12 mil pessoas morreram em episódios violentos, um quarto delas em atentados, conforme relatório do Instituto do Paquistão para Estudos de Paz.