O porta-voz de segurança de Bagdá, Qassim al Moussawi, afirmou que a morte de 25 pessoas neste sábado (3) em um povoado ao sul de Bagdá tem “uma óbvia marca da Al Qaeda”.
Soldados vestidos com roupas militares invadiram três casas numa vila sunita ao sul da capital. A maioria das vítimas era das forças de segurança do Iraque e do movimento Conselhos do Despertar, grupos sunitas financiados pelos EUA que combatem a Al Qaeda.
Muitos desses membros faziam parte, no passado, de movimento que fazia resistência aos Estados Unidos.
Membros do movimento Conselhos do Despertar são frequentemente chamados de traidores pela Al Qaeda, mas suas famílias costumam ser preservadas de ataques. As autoridades iraquianas afirmaram que 25 pessoas foram presas como parte das investigações das mortes, informa o jornal americano The New York Times.
Um líder do Conselho Despertar,que pediu para não ser identificado, disse que os ataques deste sábado (3), foram um ato da Al Qaeda.
O incidente acontece no momento em que os principais grupos políticos do país prosseguem os contatos para reunir apoio, após as eleições parlamentares do dia 7 de março, que deram a vitória por uma estreita margem à coalizão Al Iraqiya, do ex-primeiro-ministro Ayad Allawi. Nesta sexta-feira (2), um referendo extraoficial para escolha do primeiro-ministro do país foi convocado pelo clérigo Moqtada al Sadr, um dos mais influentes líderes da região.