Na última quarta-feira (30), autoridades de saúde francesas recolheram próteses da PIP do mercado alegando que elas eram feitas de um tipo de silicone fora da especificação recomendada, e que isso estaria causando o rompimento precoce da cápsula que envolve o produto. A empresa fornece a prótese para 66 países, incluindo o Brasil.


Segundo Komatsu, qualquer implante de silicone tem vida útil, e pode rasgar. O rompimento do produto, contudo, costuma não representar risco para a saúde. “O silicone é como um chiclete. Mesmo que haja rompimento da cápsula, ele não vai espalhar para outras regiões”, explica o cirurgião plástico.

 

Ele conta que a marca Poly Implant Prothese é conhecida e utilizada no Brasil, mas diz desconhecer relatos de problemas com implantes da empresa. Ainda assim, Komatsu recomenda uma visita ao médico para avaliar as condições do implante, caso o paciente esteja usando uma prótese dessa marca.


O cirurgião plástico informa que, caso seja necessária a troca da cápsula de silicone, a cirurgia é simples. “A paciente faz a cirurgia de manhã e à tarde ou à noite já pode ir embora. É mais simples do que a colocação da primeira prótese”, afirma.


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou ao G1 que está fazendo um levantamento para descobrir quais foram os lotes da PIP que entraram no Brasil. A agência afirma que não tem registro de problemas relativos a próteses dessa marca.