O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, declarou nesta segunda-feira (29) uma "guerra sem quartel" contra o terrorismo, depois que dois atentados suicidas mataram dezenas de pessoas no metrô de Moscou, capital do país, nesta manhã.
"A política de esmagamento do terror em nosso país e a luta contra os terroristas continuará. Prosseguiremos as operações contra os terroristas sem vacilações e até o final", disse Medvedev em comunicado divulgado pelo Kremlin.
O presidente russo se mostrou convencido de que os terroristas queriam causar a "desestabilização da situação no país e na sociedade", segundo as agências russas.
Medvedev convocou uma reunião de emergência do governo e das agências de segurança russas para debater que medidas serão tomadas após os atentados.
Embora ainda não haja posição oficial sobre os responsáveis pelos ataques desta segunda-feira, a principal suspeita recai sobre os separatistas da Tchetchênia. A rede de televisão CNN cita uma suposta mensagem postada em um site dos rebeldes, clamando responsabilidade pelos atentados.
As das explosões desta manhã ocorreram com um intervalo de cerca de 30 minutos. A primeira delas atingiu a estação Lubyanka, no centro de Moscou, perto da sede do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB, antiga KGB). A segunda detonação ocorreu na estação de Kultury, também na região central.
Ambas as explosões, segundo dados preliminares, foram obra de mulheres suicidas, informou o FSB em comunicado citado pela agência Interfax.