O jornal chileno La Tercera informou nesta segunda-feira que as áreas costeiras das sétima e oitava regiões do Chile apresentam um número alto de desaparecidos e as autoridades não têm um quadro claro sobre o efeito real do tsunami que atingiu o país no último sábado (28).
As ondas gigantes foram consequência do terremoto de 8,8 graus na escala Richter, um dos mais fortes já registrados, que atingiu o país. Somados, o tsunami e o terremoto provocaram a morte de 711 pessoas, mas o La Tercera cogita que metade delas pode ter ocorrido em função do tsunami. A TV Estatal do Chile mencionou que 350 das mortes ocorreram em Constituición, uma cidade próxima do mar.
Logo após o terremoto, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, descartou a ocorrência de tsunami na costa chilena e pediu calma à população, mas ondas gigantes varreram uma ampla zona costeira das regiões de Maule e Biobío. As áreas estão relativamente próximas ao epicentro do tremor, mas ainda não se sabem quantas mortes foram de fato provocadas pelo tsunami e quantas pelo terremoto em si.
O jornal apurou que dentro do próprio governo já se admite que há poucos dados sobre os impactos do tsunami nas sétima e oitava regiões do país. Por isso, há o temor de que o número de mortos suba de maneira drástica. Ontem, algo semelhante já ocorreu, quando da casa dos 400 passou para mais de 700.
O governo chileno, especialmente a Marinha, cometeu um erro por ter descartado inicialmente um tsunami na costa do Chile, após o terremoto de 8,8 graus na madrugada de sábado, admitiu ontem o ministro da Defesa, Francisco Vidal. Ele participou de uma reunião do comitê de emergência liderada pela presidente no Palácio de La Moneda.
Vidal tentou minimizar a situação dizendo que um sistema chileno ajudou a salvar centenas ou até mesmo milhares de pessoas.
Após o tsunami que atingiu 14 países no Oceano Índico em 2004 e provocou a morte de cerca de 225 mil pessoas, localidades do Índico e Pacífico estabeleceram diversos tipos de alertas contra tsunamis, como afirmou entrevista ao R7 o tailandês Bhichit Rattakul, que já foi governador de Bangcoc e desde maio de 2008 dirige o Centro de Preparação para Desastres na Ásia, que trabalha junto com a Organização das Nações Unidas.