A Polícia Civil apresentou na manhã desta quinta-feira, 25, na sede da Secretaria da Segurança Pública (SSP) o resultado de uma investigação que elucidou os motivos da morte do advogado Alexandre Maciel, que aconteceu no dia 4 de setembro do ano passado. As investigações desenvolvidas pela delegacia do município de Salgado, sob a coordenação do delegado Eurico César, chegaram a Gilson de Jesus, que conduzia o veículo.
Foi instaurado um inquérito e dado início às investigações com diligências na região e no local onde o advogado morreu após o acidente. Foi feita, também, a ouvida das testemunhas. Após as investigações, a polícia chegou ao motorista do veículo que atropelou a vítima. Depois das declarações das testemunhas e o depoimento do motorista foi constatado que foi um acidente e não um crime de homicídio, como foi cogitada.
O advogado possuía uma propriedade na divisa entre os municípios de Salgado e Itaporanga. No dia 4 de setembro, Alexandre estava no sítio e resolveu fazer um passeio a cavalo. De acordo com o caseiro, o cavalo escolhido era arisco (ainda estava sendo domado). Antes de cavalgar, o pai do advogado e o caseiro o alertaram sobre os riscos, mas mesmo assim decidiu dar uma volta na BR 101.
Ao chegar na rodovia, o cavalo cruzou com o caminhão que transportava produtos de reciclagem. O motorista Gilson de Jesus que quase perdeu o controle do veículo, omitiu socorro e fugiu com medo, levando o caso ao seu patrão. Os dois decidiram guardar o veículo em um galpão, em Itaporanga.
“O motorista vai responder por omissão de socorro por não respeitar o Código Penal e Lei de Trânsito. O empresário Arivaldo dos Santos, vai responder por favorecimento pessoal. Ambos vão responder as acusações em liberdade”, explica o delegado Eurico César.
O jovem advogado criminalista Alexandre Maciel, 27 anos, morreu no dia 15 de setembro de 2009, no Hospital São Lucas, onde estava internado desde o dia 4, após ter sido atropelado por um caminhão em uma rodovia localizada no município de Itaporanga D\'Ajuda. Após A polícia suspeitou que o acidente teria criminoso. O advogado atuava na área desde 2006 e em pouco tempo se destacou na carreira jurídica do Estado.
Em 2008, Alexandre defendeu o acusado de praticar diversos crimes em Sergipe, Alagoas e Pernambuco, Floro Calheiros, que fugiu pela segunda vez no 21 de dezembro de 2008. Maciel era membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB/SE.
