Após mais de uma hora de intervalo, a Comissão de Ética da Câmara Legislativa do Distrito Federal retomou os trabalhos analisando apenas quatro dos nove processos de cassação de deputados acusados de quebra de decoro parlamentar. São eles, Cabo Patrício (PT), Leonardo Prudente (sem partido), Eurides Brito (PMDB) e Júnior Brunelli (PSC).

A justificativa para a redução das análises neste momento, segundo a deputada Érica Kokay (PT), que presidente a sessão, é de que as demais acusações são baseadas “apenas na citação de terceiros”. “A comissão está se pautando. Não vamos inocentar culpados e nem culpar inocentes”, disse a parlamentar petista.

O primeiro processo a ser aprovado foi o do ex-presidente da Câmara Legislativa Leonardo Prudente. Por sorteio, o deputado Batista das Cooperativas (PRP) deverá notificar a Prudente a decisão de abertura de um inquérito contra ele, apoiando o parecer do relator deputado Raimundo Ribeiro (PSDB) pela cassação do distrital.

O segundo parecer apreciado foi o da deputada Eurides Brito. Ela foi flagrada em um vídeo recebendo um dinheiro e guardando-o numa bolsa, gravado pelo ex-secretário de relações institucionais Durval Barbosa, um dos delatores da operação Caixa de Pandora da PF, que descobriu o suposto caso de corrupção e pagamento de propina a servidores e prestadores de serviço do governo do DF. A deputada nega e pediu a original do vídeo, que não foi entregue pela PF à Câmara Legislativa.

Para fugir da cassação os parlamentares podem renunciar ao mandato e, assim, não perder os direitos políticos, e se candidatarem nas próximas eleições.