A menina encontrada morta no Aterro do Flamengo na tarde de domingo foi identificada nesta quarta-feira pelo pai, no IML do Rio. Raíssa de Souza da Silva, 9.
Segundo policiais, testemunhas relataram que a menina teria se aproximado de um homem, a quem pediu que comprasse um enfeite de Carnaval, na tarde de sábado. No dia seguinte, seu corpo foi encontrado perto do Museu de Arte Moderna (MAM), no Aterro, apenas com a parte de cima do biquini que usava.
De acordo com o pai da criança, o pedreiro Rafael Claudino da Silva, 34, a menina morava com a mãe e mais quatro irmãos em um prédio do INSS invadido por sem-teto na Rua do Riachuelo, Lapa. Ela estaria brincando sob os Arcos, junto com um irmão, enquanto a mãe vendia bebidas próximo ao prédio onde moravam.
Enquanto enterrava a filha, o pedreiro Rafael Claudino disse que estava mais triste do que revoltado. Mas criticou a ex-mulher Silvia Maria de Souza Gomes.
– Uma mãe não pode largar a filha pequena sozinha. Estou muito triste, ninguém espera enterrar o próprio filho.
O corpo da menina foi sepultado no Cemitério do Caju. De acordo com a perícia, a menor foi estuprada e estrangulada. Ainda não há pista do autor do crime.