Em meio à devastação e aos sofrimentos provocados pelo terremoto que arrasou a capital do Haiti, Porto Príncipe, a ação de voluntários tem sido fundamental para salvar vidas. Um grande exemplo é o médico sergipano, David Oliveira de Souza que viajou ao país como médico voluntário. O sergipano está de volta a Sergipe após passar um mês, cuidando dos haitianos na área “medicina da família e comunidade”.
Com quase 250 mil mortos, David relata que ao chegar ao Haiti percebeu um grande número de pessoas que ainda precisavam de cirurgias, pois muitos estavam com várias fraturas expostas, correndo o risco de morrer, por não ter um tratamento adequado “O número de pessoas que precisam realizar cirurgias é muito grande e a demanda de médicos é muito pouco. Então o risco de infecções cresce”.
Hoje a grande dificuldade que se apresenta é a fome. Apesar de existir um grande número de pessoas que se comoveram com a causa, a falta de organização para distribuição dos alimentos ainda é feita de forma precária, “Com a falta de infra-estrutura as pessoas armam tendas pelas ruas dificultando a transição pelas únicas vias que existem. Há ajuda, mas a distribuição por falta de organização tem dificultado todo o trabalho” diz.
Um ponto que vem intrigando a população mundial é a possível ameaça de epidemias ocasionadas pelos os que vieram a falecer, todavia David descarta essa preocupação, “Realmente corpos em putrefação é um risco a saúde pública, mas os tratamentos que estão sendo dados aos mesmos tem sido eficaz. Dessa forma descarto a possibilidade dos corpos estarem gerando epidemias”, garante.