O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou nesta sexta-feira (12) em entrevista à uma rádio de Goiânia a prisão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM). "Eu espero que o que aconteceu [com Arruda] sirva de exemplo para que não aconteça mais", disse Lula. Por 12 votos a 2, os ministros da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiram nesta quinta-feira (11) pela decretação da prisão preventiva e afastamento do cargo de Arruda, suspeito de envolvimento em um esquema de corrupção que envolve membros do governo, deputados e empresários que ficou conhecido como mensalão do DEM. O delator do esquema, um ex-secretário do governo de Arruda, fez imagens da distribuição de verbas. A prisão de Arruda foi decretada pela suposta tentativa de suborno de uma testemunha do caso.
No mesmo dia da prisão, um assessor próximo ao presidente Lula disse que ele achou lamentável e ficou “abatido” com a informação da prisão de Arruda, e teria afirmado que “não era bom para o Brasil e para a política”. Questionado pela rádio se ficou chocado com a prisão do governador do DF, Lula disse que não, e explicou: "eu fico chocado quando vejo uma denúncia de corrupção neste país. Fiquei chocado com o filme do Arruda recebendo dinheiro. É uma coisa absurda imaginar que, em pleno século 21, ainda vemos isso no Brasil", afirmou Lula.
O presidente disse ainda que se o Poder Judiciário decidir pela intervenção no Distrito Federal, o Executivo nomeará um interventor. "Quando o Poder Judiciário se manifestar o governo federal não terá dúvida para indicar alguém para governar o Distrito Federal", disse.
Contudo, ele salientou que o vice-governador do DF Paulo Octávio (DEM) assumiu o cargo e não há contestação judicial sobre isso por enquanto. "Se não houver nenhuma acusação contra o vice, é de direito que ele possa assumir o governo. Está na mão da Justiça. O presidente apenas espera que haja uma decisão"