Pesquisa divulgada nesta terça-feira (9) pela Fundação Procon revela que a diferença de preços entre um mesmo medicamento na cidade de São Paulo pode superar 1.400%.A primeira pesquisa do gênero realizada pelo órgão envolveu mais de cem medicamentos em 15 unidades de drogarias das cinco regiões da cidade (norte, sul, leste, oeste e centro).
A maior diferença de preços (1.415%) foi verificada na caixa com 25 comprimidos do medicamento Hidantal (fenitoína), um anticonvulsivo. O menor preço foi de R$ 0,40 (para o genérico) e o maior, R$ 6,06 (para o medicamento referência).
A caixa com 20 comprimidos do antiinflamatório Voltaren (diclofenaco sódico) custou R$ 1,89 em um estabelecimento do centro da cidade e R$ 20,12 em uma farmácia da região oeste (diferença de 964%), segundo a pesquisa.Outra grande diferença apontada pelo Procon foi a do Tylenol (paracetamol), usado para dores e febre. O vidro com 15 ml do genérico custou R$ 1,49 e o do medicamento referência, R$14,59 (diferença de 879%).
De acordo com o Procon, o levantamento mostra a importância da pesquisa de preços entre os estabelecimentos antes de o consumidor efetivar a compra.
"Os valores dos produtos podem ter variações consideráveis de um estabelecimento para outro, inclusive por ocasião de descontos especiais e promoções", segundo o órgão.
A pesquisa mostra ainda que os genéricos são, em geral, mais baratos. "Mas é bom lembrar que mesmo um genéricos pode apresentar preços diferentes", diz o Procon em nota.
O levantamento sobre os preços dos remédios passará a ser periódico, com as informações divulgadas bimestralmente, segundo o Procon.