A Mesa Diretora da Câmara negou pedido de Maurício da Silva Petiz, ex-funcionário do gabinete do deputado Clodovil Hernandes, para que fosse ressarcido dos gastos com o funeral do parlamentar, que morreu em março de 2009 após ter sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Segundo Flávio Alencastro, chefe de gabinete da 1ª secretaria da Câmara, os deputados não têm auxílio funeral, mas costumam contribuir com dois dias de salário (cerca de R$ 1 mil) quando morre um parlamentar para pagar os gastos da cerimônia. Contudo, esse dinheiro é entregue a herdeiros diretos ou familiares que, no caso de Clodovil, não foram localizados pela Casa. O valor (aproximadamente R$ 500 mil) foi então destinado ao espólio do político.
Petiz pediu, na época do funeral, ressarcimento com os gastos da cerimônia - calculados em cerca de R$ 10 mil -, mas teve o pedido negado pela Mesa Diretora. Ele recorreu da decisão e, na última quinta-feira, teve novamente negado o pedido. "Infelizmente, os deputados não têm direito a auxílio funeral (...) e não pode ser liberado nenhum dinheiro que não esteja previsto em lei", diz Alencastro.