Usuários que precisam cruzar o rio São Francisco, na divisa dos Estados de Alagoas e Sergipe, precisamente nas cidades de Penedo e Neópolis, contestam os altos preços cobrados pelas duas empresas, que detêm a permissão para o transporte fluvial de veículos na região. Atualmente para transpor os 800 metros, saindo de uma margem a outra do velho Chico, é necessário desembolsar a quantia de R$15,00 para um carro de passeio, R$ 25,00 para o meio caminhão, R$ 35,00 para o caminhão e R$ 45,00 para uma carreta.

Com um percurso que dura aproximadamente oito minutos, e consome em média cinco litros de óleo diesel, a um custo total de R$ 9,90 por viagem, é possível uma balsa faturar em média por cada travessia R$ 245,10 - se levarmos em conta, a capacidade máxima de 17 automóveis de passeio ao preço de R$ 15,00. Atualmente estão isentos do valor para a travessia, as viaturas da Policia Militar, Civil e Corpo de Bombeiros.

“A cobrança é abusiva, uma exploração, cobrar R$ 15,00 por um carro de pequeno porte em um trajeto tão pequeno”, acrescentou Jailton de Jesus, natural de Feira de Santana na Bahia, que vem a Alagoas com frequência, visitar sua filha que reside na cidade de Piaçabuçu.

De acordo com uma de nossas fontes, à ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) que tem como objetivo regular, supervisionar e fiscalizar as atividades de prestação de serviços no transporte aquaviário do Brasil, há anos que não aparece para fiscalizar as duas empresas que atuam na citada área.

A Empresa Fluvial Tupam e a Fluvial São Pedro pertencem aos mesmos sócios, que possuem quatro balsas, três em pleno funcionamento com turno de 24 horas para cada balsa, e uma que se encontra em reforma, no porto da cidade Sergipana de Santana do São Francisco.